Peruíbe sendo representada no Masterchef Brasil

Alô, alô Peruíbe!
Já prepara a pipoca que o 10º episódio do MasTerChef Brasil promete emoção.
A Karina Martins, criadora do Soul Peruíbe estará representando nossa cidade no reality show gastronômico mais famoso do mundo!

Para conquistar o troféu da noite, os participantes terão que fazer os pratos preferidos de alguns famosos, como Cátia Fonseca, Nando Reis, Luísa Sonza e David Luiz.

O episódio vai ao ar na próxima terça, 15 de setembro às 22:45h, na Band.

Mas que raios a Karina foi fazer no Masterchef? Rs

Oi, prazer, eu sou a Karina! Ká para os amigos, Kaká e Kazinha para a família. 

Quem está me conhecendo agora, deve estar se perguntando: "Mas o que uma publicitária, professora universitária de empreendedorismo e comunicação, agitadora de ações para startups e blogueira caiçara foi fazer no Masterchef?”

Por muitos anos, eu sempre investiguei, desde quando eu cozinhava e quando havia surgido a minha paixão pela gastronomia. Eu nunca soube responder isso. Até pouco tempo... 

Recentemente eu descobri uma raridade: um caderninho de receitas feito pela minha vozinha. Na capa tinha uma dedicatória mais que especial, de uma das pessoas que eu mais amei nesta vida: a minha querida Vó Idi. Segundo o caderninho, cozinho desde antes dos meus 6 anos de idade.

A cozinha para mim sempre foi uma paixão. Cresci entre as panelas, na casa da minha avó, entre os temperos da hortinha, as plantações de abóboras e as galinhas correndo. 

Cresci em Peruíbe, numa casa que sempre tinha cheiro de pão assando, comida muito saborosa e cheirosa e a sobremesa era sempre alguma invenção de fazer inveja em muito restaurante.

Filha de professores, enquanto meus pais davam aulas durante o dia, eu e meus irmãos ficávamos na casa dos meus avós, onde vivíamos essas aventuras gastronômicas todos os dias. Cresci vendo minha avó fazendo bolos, salgadinhos e encomendas para fora e meu avô, quando aposentado, vendendo os chocolates deliciosos que a minha avó fazia. Vale ressaltar que eu nunca me esqueci do aroma e do sabor do chocolate laranja (cor e sabor), o meu favorito da infância e que hoje não vemos mais por aí. Harold, se você está lendo isso, me ajuda a resgatar esse sabor de infância!

Quando criança, meu programa favorito era assistir a Cozinha Maravilhosa da Ofélia, junto com a minha avó. Gostava de anotar as receitas e ir para a cozinha fazer experiências. Eu fui crescendo e a paixão só foi aumentando. Surgiu a Palmirinha quando eu era adolescente e minha tradição com a minha avó se manteve: assistir e anotar receitas. Sempre esperta, ela tecia muitas vezes comentários sobre a receita ter potencial de dar certo, de agradar à família ou não... rs.

A vida profissional acabou me levando para outros caminhos. Fui estudar turismo, jornalismo, marketing e relações públicas. Gastronomia sempre foi uma paixão a que, por outras questões, nunca consegui me dedicar profissionalmente. Até agora...

Quando me mudei para Santos, todas as vezes em que ligava para Vó Idi, ela sempre vinha me contar uma receita nova. Enquanto ela continuava assistindo os programas de receita tradicionais, eu me aventurava maratonando Masterchef em suas versões nacionais e até mesmo as gringas, na TV a cabo. Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, sempre fizeram parte da minha casa... rs.

Se você leu até aqui, já sabe quem foi a minha maior inspiração na cozinha, né?! Sempre brinquei com ela, que um dia nós cozinharíamos juntas em um programa de TV. Infelizmente, este dia nunca chegou. Ela foi convocada há três anos para ir fazer seus quitutes lá no céu. 

E por isso, quando vi a chance de fazer parte do Masterchef, não pensei duas vezes. Estava aí uma oportunidade de realizar esse sonho por nós duas. E que sonho!

Não é um sonho qualquer, afinal, participar do reality show gastronômico em uma das cozinhas mais difíceis do mundo, com seus ídolos, não é qualquer sonho. É um mega sonho!

Esse sonho foi apoiado pelos meus pais, que, quando eu disse que iria me inscrever, apoiaram-me no mesmo instante, tentando me preparar para qualquer necessidade, com treinos do tipo limpar quilos de peixes ou até mesmo desossar um frango inteiro... haha... Tudo isso, sem contar o fato de eles serem minhas cobaias para os testes das receitas. Obrigada, pai e mãe, pela paciência... rs.

Amo a culinária caiçara. Fui sempre a criança estranha cujo prato favorito é risoto de camarão, ao invés de bife com batata frita... rs. 

E essa continua sendo a minha receita favorita! O risoto da minha mãe é algo de que nunca enjoo, e ela sempre faz para me agradar. Saudades mesmo eu tenho é da minha Vó Idi e da sua maravilhosa Moranga ao Lolu, que é o famoso camarão na moranga.

15 anos morando fora da casa dos meus pais e avós só me deram oportunidade de explorar cada vez mais a cozinha. Sou do tipo que vai à feira todo domingo comprar vegetais frescos, temperos diferentes e tem como programa favorito fazer compras de mercado. Sim, eu falei que sou estranha desde sempre... haha.

Adoro viajar e, quando estou por aí, sempre quero provar o máximo de coisas diferentes possíveis, mergulhando na gastronomia local.

Quando na cozinha, estou sempre cantando e ouvindo música e, de preferência, com uma taça de vinho na mão, para curtir o momento ao máximo. Cozinhar não é apenas um hobby: é uma paixão e uma terapia para mim. #cozinhaterapia 

Sou louca por uma aventura e estou sempre dando a cara a tapa para testar algo novo nesta vida. Algo que me tire da zona de conforto e que me faça sentir a adrenalina de experimentar algo totalmente fora da curva. O Masterchef é uma dessas aventuras.

Com certeza esta será uma daquelas experiências que rendem altas histórias, seja em sala de aula, seja numa palestra, roda de amigos ou até mesmo no Tinder... haha. Os amigos e a família que lutem com as minhas loucuras e aventuras... kkkk.

Pense sempre: nunca é tarde para se realizar um sonho. E o que importa é a aventura. E essa aventura gastronômica só está começando.

Eu e meu fiel escudeiro, Thor, já estamos aqui, ansiosos para assistir.

Pegue a sua taça de vinho, ligue na Band e venha curtir essa experiência incrível comigo!

Receita de Txu’ü (prato tradicional indígena)

Como não se apaixonar pela gastronomia indígena. Produtos naturais, sempre fresquinhos e preparados com muito respeito pelo alimento e amor por quem será servido. Aprenda uma deliciosa, prática e fácil receita tradicional indígenas.

Praticamente todos os povos indígenas no Brasil cultivam inúmeras variedades de bananas em suas aldeias. Elas servem como acompanhamentos, para engrossar caldos e sopas e até mesmo como pratos principais.  Confira esta super receita com banana verde.

Receita de Txu'ü

Ingredientes:

Banana nanica verde
Alho
Sal à gosto
Óleo ou banha

Modo de preparo:

Cozinhe a banana verde até soltar as cascas. Começando a abrir, separe em um recipiente as bananas descascadas e amasse com um garfo.
Frite o alho na banha e refogue a banana amassada. Tempere com sal à gosto.
Esta receita é deliciosa acompanhada de um peixe assado ou frito.

 

Receita de Simone Takwa, enviada pelo professor da escola indígena Kunhã Morontim Dhevan Kawin, da aldeia Awa Porungawa Dju. Conheça mais sobre a aldeia.

Receita de marisco lambe lambe

Como não se apaixonar pela gastronomia caiçara. Uma das bases da alimentação caiçara são os frutos do mar.

Um dos pratos que faz um grande sucesso na região é o Marisco Lambe Lambe. O nome já dispensa maiores apresentações sobre o prato...rs.

Este prato é muito encontrado nos restaurantes e bares da Baixada Santista e Vale do Ribeira. É o queridinho dos turistas e moradores.

Confira esta receita incrível e prepare em casa para curtir com a família e amigos.

Ingredientes

2 xícaras de arroz branco lavado e escorrido

4 xícaras de água fervente

1 cebola média picada

5 dentes médios de alho amassados

1 kg de mariscos frescos e limpos com conchas ainda fechadas

Cebolinha, salsinha e alfavaca picadas a gosto

2 tomates picados

Pimenta do reino, páprica e noz moscada a gosto

2 colheres de sopa de Óleo

Sal a gosto

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Modo de preparo

Aqueça o óleo e refogue o alho e a cebola picados. Acrescente o tomate picado e os demais temperos secos. Depois do tempero refogado, adicione os mariscos. Eles devem ser colocados antes do arroz para absorver o sabor do tempero.

Aguarde os mariscos abrirem e coloque o arroz na panela. Acrescente os temperos verdes, cubra tudo com água e deixe ferver até que o arroz fique no ponto.

Este prato já é uma refeição completa, mas ele fica incrível servido com uma salada e até um molho de pimenta.

O prato serve até 4 pessoas.

Esta receita foi preparada e enviada por Zé de Matos. Envie também suas receitas para postarmos em nosso site. Mande para contato@soulperuibe.com.br ou deixe a receita aqui nos comentários.

Receita caiçara: Azul Marinho (tainha)

Tainha e banana. Quer ingredientes mais tradicionais da culinária caiçara do que estes? Rs
Não é à toa que o Azul Marinho é um dos pratos típicos da gastronomia caiçara e faz o maior sucesso na região.
O nome do prato é inspirado na tonalidade azulada que a banana adquire ao ser cozida na panela de ferro.

Ingredientes:

1 kg de Tainha em postas
3 folhas de alfavaca
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
Cheiro-verde (salsinha, cebolinha e coentro)
1 cebola
Tomates
Sal e limão à gosto
Pimenta de cheiro ou pimenta do reino à gosto
6 Bananas nanicas verdes
Farinha de mandioca

Modo de preparo:

Descasque, corte e lave as bananas. Numa panela, refogue os temperos em óleo e coloque as postas de peixe e as bananas. Cubra com água fervente e deixe cozinhar até o peixe fica no ponto, macio e suculento.

Para fazer o pirão, retire as bananas da panela, amasse-as com farinha, e acrescente o caldo do peixe aos poucos. Sirva as postas de peixe junto com o pirão.

Esta receita fica uma delícia e pode ser servida a Tainha com acompanhamentos como o pirão, arroz branco e salada.

Se você preparar esta delícia, não deixe de nos enviar uma foto. Ah, se você tem uma receita típica que gostaria de compartilhar, nos envie que postaremos aqui em nosso blog.

 

Receita de casquinha de siri

Praia combina com sol, que combina com petiscos, que combina com casquinha de siri...rs.

É muito comum ver nos cardápios dos restaurantes e quiosques da cidade a tradicional casquinha de siri. Confira como preparar esta deliciosa receita em casa.

Ingredientes

500g de carne de siri
3 fatias de pão de forma sem casca
1/2 xícara (chá) de leite
3 colheres (sopa) de azeite
1/2 cebola picada
1 dente de alho picado
2 colheres (sopa) de salsinha picada
1 colher (chá) de extrato de tomate
3 gemas (uma para pincelar)
Farinha de rosca para polvilhar
Queijo parmesão ralado para polvilhar
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

1. Preaqueça o forno a 200 graus.
2. Em uma tigela, coloque o leite e o pão.
3. Lave bem a carne de siri e transfira para um escorredor para retirar o excesso de água.
4. Em uma panela, coloque o azeite de oliva e leve ao fogo médio.
5. Quando esquentar, adicione a cebola e o alho e refogue por 2 minutos.
6. Acrescente a carne de siri, a salsinha, o extrato de tomate, 2 gemas e a mistura de pão.
7. Acerte o sal e a pimenta.
8. Mexa bem e cozinhe em fogo baixo por mais 2 minutos.
9. Coloque essa mistura nas casquinhas ou em ramequins, pincele com a gema e polvilhe com a farinha de rosca e o parmesão.
10. Se preferir, regue com azeite de oliva.
11. Numa assadeira, disponha as casquinhas.
12. Leve o forno preaquecido e deixe dourar por cerca de 15 minutos. Sirva em seguida.

As casquinhas de siri podem ser servidas sozinhas como petisco, ou até mesmo com uma salada. Ah, não esqueça de servir com um limãozinho para espremer na hora. As casquinhas também ficam incríveis com molho de pimenta.

Se você preparar esta delícia, não deixe de nos enviar uma foto. Ah, se você tem uma receita típica que gostaria de compartilhar, nos envie que postaremos aqui em nosso blog.