Frações Ambientais? Na Verdade, Queremos “Um Meio Ambiente Por Inteiro”

De que me vale um meio ambiente?
Queremos um por inteiro!
Diriam os amantes dos números
Os bitolados em matemática
Os administradores de plantão

De que me vale uma floresta desmatada?
Um oceano poluído?
Um rio sem vida?
Um ar contaminado?
Um planeta semi-destruído?

Os empresários diriam:
Cifras, lucro, ações, especulação...

Os ecologistas,
Os defensores da natureza,
Esses não teriam mais nada pra dizer

Bendito seja o meio ambiente. Graças a ele, a vida surgiu e se desenvolveu pela superfície terrestre. Podemos afirmar que o ápice do desenvolvimento da vida planetária se deu com a evolução da espécie humana. Graças à tecnologia passamos a brincar de Deus, tentando imitar o criador: criando e destruindo.

Em pleno século XXI, modificamos tanto o nosso planeta que corremos o risco da involução. Esse termo, embora cause certo espanto a nós brasileiros, existe, e nos passa a ideia de um movimento regressivo, um processo baseado na regressão; ou seja, o contrário de evoluir.

Convivemos com uma “segunda natureza”, um espaço natural bastante modificado pelas ações antrópicas, a serviço do progresso, que alimenta a nossa ganância financeira, principalmente relacionada à exploração dos recursos naturais. Recursos que são finitos e não fornecem apenas subsídios econômicos. Sem eles, a nossa existência está comprometida e assim como as tantas outras espécies vivas, desapareceremos num piscar de olhos.

As grandes Conferências Ambientais, Estocolmo (1972), Rio de Janeiro (1992), Johannesburgo (2002) e Rio de Janeiro (2012) tentaram esclarecer aos seres humanos o respeito pela importância da preservação do meio ambiente. Graças à difusão da sustentabilidade, discutida a partir de 1992 durante a primeira conferência realizada no Rio de Janeiro, pouco a pouco estamos conseguindo estabelecer um novo parâmetro de desenvolvimento, que enfatiza a importância do progresso atrelado a um maior cuidado com a natureza.

No momento, Ecologistas e Economistas já conseguem discutir a causa ambiental e percebem a importância de um trabalho integrado: o capital, fruto da exploração dos recursos naturais banca diversos projetos em prol da defesa desses mesmos recursos, que devem continuar existindo em nome das futuras gerações. Os recursos naturais são fundamentais nas questões que envolvem o ser e o ter e sendo assim não podemos separá-las.

Que essa segunda semana do mês de junho, na qual se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente sirva para fazermos uma reflexão para encontrarmos um ponto de equilíbrio entre a preservação da natureza e o progresso humano.

Texto de autoria de Enio dos Anjos: Geógrafo, Especialista em Gestão Ambiental e Mestre em Educação e Formação de Professores, Professor de Geografia, Geopolítica e Geoatualidades.

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