Se eu pudesse escolher onde acordar amanhã, certamente seria em Peruíbe

Pés que mal conseguem pisar na areia quente vão correndo até o mar, pra refrescar, e tudo quanto é verde de mato se deixa penetrar pelo amarelo ardente do astro-rei. Se eu pudesse escolher onde acordar amanhã, certamente seria em uma canga no verão de Peruíbe.

Que me perdoem os ocupados com a elegância do inverno, mas pra mim, chique mesmo é trocar botas por chinelos e caminhar pela orla da praia enquanto observa o ballet das gaivotas no céu. E digo mais: suspeito até que os dias começam mais cedo no verão pra gente ter mais tempo de viver momentos inesquecíveis.

Experimentar os últimos dias de inverno e sentir frio me faz automaticamente sentir saudades do meu bronzeado de praia quando recente, daqueles que a gente ainda nem tomou banho pra saber de que cor vai ficar, mas que sente o corpo todo em brasa mansa e sabe que vai ficar marquinha. Gelada mesmo eu queria só a chuva do fim da tarde, boa de tomar no quintal, dançando.

A verdade é que falo assim do verão muito mais por exagero do que por predileção, porque não escondo ter na incrível primavera a minha maior adoração em termos de ciclos da natureza. Qualquer urgência do calor, afinal, é mero tédio de uma estação branca demais. Aliás, uma das coisas que faz a primavera ser assim tão especial é isso, ela antecipa abrindo com honras e cores a temporada do Sol, mas isso é papo de trem pra outra estação.

Aqui e agora, dormindo com meias e esperança, apenas a promessa: logo menos tudo serão flores.

Esse texto é uma colaboração de Patricia Flor. Flor é filha da Terra da Eterna Juventude e nunca viu ETs, mas jura para todo mundo que sua cidade é um santuário deles. Escreve de sua alma para Soul Peruíbe.

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